Como o cálculo funciona
Aplicamos a regra da perpetuidade real: Patrimônio = Renda × 12 ÷ taxa real anual. Como a taxa é descontada de inflação e IR, o patrimônio mantém o poder de compra ao longo do tempo. Para o aporte, usamos a fórmula da anuidade ordinária: PMT = (P − P₀×(1+i)ⁿ) × i ÷ ((1+i)ⁿ − 1).
Os 3 cenários
- Conservador (0,4%/mês ≈ 4,9% a.a.): carteira majoritária em Tesouro IPCA+ longo. Menor risco, maior patrimônio exigido.
- Moderado (0,5%/mês ≈ 6,2% a.a.): mistura de renda fixa, multimercado e ações. Equilíbrio risco × retorno.
- Agressivo (0,6%/mês ≈ 7,4% a.a.): peso relevante em renda variável (BR + EUA). Menor patrimônio mas exige aguentar quedas de 30-40%.
Sequence risk
O modelo de perpetuidade ignora o risco de uma sequência ruim de retornos nos primeiros anos da retirada — isso pode quebrar mesmo carteiras bem dimensionadas. Por isso muitos planejadores recomendam reduzir a taxa de retirada em 0,5-1pp ou começar com o cenário conservador e aumentar com o tempo.